e tão felizes me aplaudem?
De trapos me retatolham...
e de inveja me invadem...
se sou apenas um coração
que sangra dilacerado...
quebrado de desilusão,
rasgado e deflagrado,
evapora ao perder-se
assim, como cinzas voam
ao sopro do vento a ter-se
como as mágoas se amontoam
uma por uma, sobre minha calma
de ver passarem-se meus dias
a chorar minhas melancolias
por trazer a solidão pregada à alma.
Sou apenas um coração;
olhar opaco que chora;
rosto fúnebre que implora
um segundo de imensidão...
dentre o amargo da solidão
desesperada desde sempre, e agora
caído só, ao fim, num canto
pede à morte, um único sorriso,
para mesmo aqui, neste pranto
sinta-se por um instante no paraíso.
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